
Coração,sei que você não tem culpa,mas caímos na mesma ratoeira!
É como se na minha face estivesse estampado aquele meio sorriso besta.
Minha retina quer captar uma constante que é opaca,
que não tem luz suficiente pra trazer à tona a percepção necessária.
As pessoas banalizaram o amor,fizeram dele apenas um passa-tempo
e a cada esquina que cruzo eu vejo menos possibilidades.
Não que eu seja retrô,mas hoje em dia o flerte não é fatal,
é apenas animal e isso me fatiga.
Pessoas mal resolvidas com assuntos inacabados,corações destruídos,
olhos esbugalhados e tendências retrógradas.
Fantoches da oportunidade que se mascara no risco!
Não há como alertar,entretanto o festival de fracassos é evidente.
Creio que pra tudo tem seu tempo,as vezes num segundo se constrói
uma eternidade...mas sei lá...
Estou farta de abobrinhas psicodélicas e filosofias de buteco.
Estou cansada e não pretendo me deteriorar tão cedo,mas até as
palavras tem andado escassas e eu não gosto disso.
Nem sei porque estou escrevendo isso,mas é necessário cuspir
as coisas entaladas na garganta que acho ridículas.
Deus me perdoe!
Mas cadê o romantismo?
As pessoas simplesmente mandam o sentimento pra dentro
de uma vala e o mundo que se exploda não é?
...
As vezes acho que nasci na época errada!
* *
Ao som de Casa no Campo - Elis Regina
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
E um filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais!
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos meus livros e nada mais!
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais!
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
E um filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais!
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos meus livros e nada mais!
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais!
Palavras minhas...
ResponderExcluirTambém nasci na época errada.
Banalizaram o eu te amo...
E essa música... Ah essa música...
Me lembra de dias de sol, natureza e paz...
Aquela nossa paz... rara... Mas nossa.